Ponto do Caboclo Roxo

domingo, 19 de dezembro de 2010

CAMINHO DO MATO - Florestas na Poesia de Agostinho Neto

TEATRO FLORESTAL DO RIO DE JANEIRO Pq Lage 1988 by Márcio RM
Neto confere à floresta a doçura e o aconchego do "lar". É este caminho do mato que a "gente cansada" segue para repousar, fugir das humilhações da escravidão, e amar... O caminho que o Chefe de um clã ou povoado (Soba) segue para unir-se à Lemba (moça ou divindade feminina), sobre um leito de "flores do amor". No Teatro Florestal do Rio de Janeiro, sempre que eu recitava poesias de Agostinho Neto, podia transmitir ao público a força das culturas florestais de raiz bantu, e sua óbvia influência em nosso Afro-Brasil.

Caminho do Mato
Caminho do mato
Caminho da gente
Gente cansada
Óóó - oh

Caminho do mato
Caminho do Soba
Soba grande
Óóó-oh

Caminho do mato
Caminho de Lemba
Lemba formosa
Óóó-oh

Caminho do mato
Caminho do amor
Do amor do Soba
Óóó-oh

Caminho do mato
Caminho do amor
Do amor de Lemba
Óóó-oh

Caminho do mato
Caminho das flores
Flores do amor...

AGOSTINHO NETO
Poeta, Libertador e 1º Presidente 
da República Popular de Angola
.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bonito! Não poderia haver foto melhor pra fazer uma composição com o poema, se encaixam muito bem. Ambos retratam uma certa ingenuidade e beleza, presentes no mesmo contexto florestal.

Anônimo disse...

Estou muito emocionado de perceber, nos versos de Agostinho Neto, uma das origens do nosso "Amor à Natureza"!